Clemente na Globo

Na Onda Eletrônica
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Quem pensa em música eletrônica, logo associa as batidas do ritmo ao público jovem. Mas, acredite, ser DJ virou hobby dos coroas em São Paulo.
(...) "Piano não é meu forte, é horrível, por isso que eu virei DJ." Há três anos, Clemente Napolitano decidiu abandonar a engenharia. Trocou a régua e o compasso pelo compasso da música eletrônica. "Eu me defino como um DJ de house music. "Não tenho visual de DJ descolado, brinco, piercing e tatuagem e o pessoal me chama de tio."
E lá vai o tiozinho enfrentar a multidão com direito a anúncio nos alto-falantes: "Apesar da aparência um dos DJs mais conceituados da cena house", anuncia o organizador da festa.
Até pra um jovem DJ a experiência de comandar a cabine de som é um desafio. O mesmo público que aplaude é capaz de vaiar ao menor deslize no toca-discos. Quando se tem 60 anos de idade e cabelos brancos a responsabilidade é ainda maior.
"Eles esperam um pouquinho mais de alguém que tem uma barba branca, um careca que nem eu. A emoção é só quem faz esse trabalho que sabe é inacreditável, você fica arrepiado, fica tremendo."
Na agitada noite de São Paulo, o engenheiro aposentado vira Clementão e divide o palco com um dos mais famosos DJs do Brasil, o DJ Mark. “Não acho que é mais difícil pra ele enfrentar a platéia, se não o Mick Jagger não cantaria mais".

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